[INFOGRÁFICO] Conheça os desafios do agente marítimo

desafios do agente marítimo
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Não há dúvidas de que o agente marítimo — shipping agent — é uma figura de grande relevância para as operações que acontecem no setor. Apesar disso, esses profissionais também enfrentam desafios com frequência para atuar da melhor maneira possível.

Quais são esses obstáculos e o que precisa ser feito para superá-los? Existem opções para se preparar nesse sentido? As dificuldades estão mudando bastante com a chegada de novas tecnologias e ferramentas?

Pensando nessas e em outras questões, preparamos este conteúdo. Para isso, conversamos com Úrsula Schmitz e Marcio Panisset que atuam como Especialista Comercial e Gerente de Operações das Filiais Rio de Janeiro e Vitória, respectivamente, na Wilson Sons — maior operador integrado de logística portuária e marítima no mercado brasileiro. Aproveite as informações!

Quais são os principais desafios do agente marítimo?

É válido frisar que as responsabilidades do agente marítimo nem sempre são conhecidas por grande parte dos players envolvidos nos processos dos quais ele participa. De acordo com Úrsula, a relevância de suas atividades no cenário do comércio exterior é fundamental e isso já poderia ser tratado como um desafio. “Tudo o que é feito por agentes marítimos, assim como os papéis que são assumidos por eles no atendimento aos navios que escalam todos os dias nos portos brasileiros, é imprescindível”, destaca a especialista.

As atribuições desse profissional são amplas e vão de questões legais diante das autoridades — embora não seja um representante legal, e sim um mandatário — a incumbências ligadas às operações. Isto requer que o shipping agent tenha que estar sempre atualizado de toda e qualquer alteração nas leis e restrições portuárias.

Tais particularidades exigem uma capacidade de compreender com precisão diferentes eventos para uma correta inserção de dados nos sistemas de controle oficiais. Também é necessário saber lidar com todo o manuseio de documentos e formalidades junto às autoridades portuárias. Ou seja, ele integra uma equipe que deve ser bem treinada e formada por profissionais especializados, pois eles acompanham e interpretam sistematicamente as constantes mudanças do mercado.

Na visão de Marcio, um dos principais desafios consiste em equilibrar a pressão por menores valores de agency fee (taxa da agência) com qualidade na prestação de serviços e atendimento à legislação. Há, ainda, a necessidade de acelerar a introdução de novas tecnologias que possam reduzir custos, como a automatização de processos. “Ainda é preciso fornecer ao cliente uma visão em tempo real do que está ocorrendo com seu navio, porque relatórios operacionais enviados duas ou três vezes por dia via e-mail não são mais suficientes”, explica.

Outra questão é o desempenho das equipes, pois a demanda dos clientes é por respostas cada vez mais rápidas, não só com relatos, mas com antecipação de possíveis problemas e, principalmente, com boas orientações sobre como tratá-los e mitigar riscos. 

O que tem sido feito para solucionar tais desafios?

Se a exigência por agilidade na troca de informações é latente, cabe aos responsáveis pelo agenciamento marítimo — shipping agency — encontrar soluções de eficiência. Por consequência, a gestão otimizada do tempo pode levar a um domínio maior em relação aos custos. 

“Um cenário urgente é o da necessidade de se investir em ferramentas que aumentam a velocidade de acesso às informações. Contudo, isso não se resume às tecnologias, pois requer o treinamento constante das equipes de operações e documentação”, ressalta Úrsula. Essa medida teria enorme relevância para facilitar o acesso ‘as leis, normas e instruções — o que facilita a correta execução e gerenciamento de processos.

Segundo Marcio, uma parcela considerável do mercado tem buscado caminhos para contornar esses desafios, o que pode ser percebido pelo incremento de tecnologias que automatizam uma série de procedimentos e aumentam a visibilidade da operação para os clientes por meio de aplicativo, por exemplo.

Oferecer treinamento personalizado aos colaboradores é essencial, porque uma parcela significativa de quem atua na área ainda não desenvolveu intimidade com recursos mais modernos. “Embora o segmento esteja acostumado com processos antigos, aqueles que têm adotado novas tecnologias na hora de reportar as informações da operação ao cliente estão recebendo uma ótima aceitação”, relata.

Como se preparar para enfrentar esses desafios?

Úrsula diz que, apesar do auxílio obtido com as novas ferramentas, os desafios dos agentes marítimos são contínuos e devem ser enfrentados com o máximo de eficiência possível. O desempenho de excelência requer diálogo frequente com as partes envolvidas a fim de entender carências e pontos de melhoria. A partir disso, há como encontrar as saídas adequadas.

No ambiente de agenciamento, essas soluções passam por diversas fases. Como tudo está conectado a transitar entre diferentes etapas e órgãos, é preciso se preparar para estabelecer uma harmonia que liga diferentes estágios. Nesse universo, não basta lidar com órgãos oficiais e autoridades portuárias, mas também com inúmeros players envolvidos na cadeia produtiva, como importadores, exportadores, operadores portuários (port operator), afretadores — charterer —, armadores (ship owner) e afins.

Outra forma de se preparar é aprimorar o conhecimento sobre o mercado de atuação. Essa imersão permite que o agente marítimo tenha acesso a informações decisivas, que se transformam em produtos de inteligência para os clientes, tanto no mapeamento quanto no planejamento de ações. Nesse caso, há o desafio de compilar e assessorar quem procura esse tipo de dado.

De quais formas os desafios do agente marítimo mudaram ao longo dos anos?

As origens do cargo de agente marítimo mostram que esse profissional atuava como uma espécie de funcionário terceirizado do armador — ship owner. Para facilitar , agentes quase sempre residiam em locais próximos aos portos onde os navios atracavam. Tal proximidade era prática, porque facilitava na hora de oferecer um atendimento rápido para o navio.

Nas décadas mais recentes, armadores passaram a prestar serviços diversos diretamente, dispensando a necessidade de terceirizar os serviços. É inegável que várias mudanças aconteceram no setor e novas carências surgem todos os dias. Apesar disso, a principal atividade do agente maritimo – shipping agent se manteve, visto que o trabalho segue relacionada à entrada, à saída e à permanência da embarcação no porto.

Enfim, os desafios do agente marítimo não são poucos e precisam ser encarados com total seriedade. Afinal, ele é um profissional que cumpre um papel muito relevante para um enorme segmento do mercado.

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