GNA desenvolverá em Porto do Açu o maior projeto energético baseado em gás da América Latina

GNA desenvolverá em Porto do Açu o maior projeto energético baseado em gás da América Latina
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O maior projeto energético baseado em gás da América Latina já começou a dar seus primeiros passos. A iniciativa, que é comandada pela Gás Natural Açu (GNA), promete ser um marco no mercado brasileiro e internacional de óleo e gás.

Algo em torno de R$8 bilhões serão investidos para tirar a ideia do papel e impulsionar a economia local. Diante da grande importância desse acontecimento, preparamos este post. Ao longo da leitura, detalharemos como acontecerá a execução do projeto, como ele se originou e quais as oportunidades que ele trará.

Leia até o fim e saiba mais a respeito!

Maior projeto energético baseado em gás da América Latina: entenda mais!

Não há nenhum exagero em considerar esse projeto como o maior do gênero em nosso continente. Afinal, a quantidade de oportunidades de emprego e o total de investimentos que as obras movimentarão são realmente dignos de destaque.

Em termos resumidos, a GNA, que é fruto da parceria entre três empresas diferentes — Prumo Logística, BP e Siemens —, construirá um gigantesco parque termelétrico a gás natural no Porto do Açu. O porto está localizado em São João da Barra, na região norte do estado do Rio de Janeiro e se configura como o principal polo de O&G do Brasil.

Essa escolha, aliás, não foi por acaso, tendo em vista que o Porto do Açu oferece as melhores condições para receber um projeto desse porte. Fatores como localização estratégica, moderna base de apoio offshore e excelência operacional foram decisivos para que a GNA optasse por essa alternativa. Como se não bastasse, o Açu tem uma área disponível e pronta para a instalação de empresas e projetos de grande envergadura.

Em que consiste o projeto?

O projeto consiste na implantação de:

  • duas térmicas movidas a gás natural (GNA I e GNA II), que, em conjunto, alcançarão 3 GW de capacidade instalada;
  • um terminal de regaseificação de GNL (Gás Natural Liquefeito), de 21 mil de metros cúbicos/dia.

Como dissemos, ele totalizará aplicações na ordem de R$8 bilhões, aproximadamente, até o ano de 2023.

Conforme divulgado pelo site do Porto do Açu, o projeto terá duas fases distintas. O primeiro momento do acordo prevê o aluguel de 805 mil m², pelo período de 23 anos — renováveis por mais 25 anos — para a instalação das duas termelétricas.

O contrato também discrimina que a primeira térmica terá uma área de 378 mil m², que pode se expandir em até 426 mil m² para implantar a segunda unidade. O acordo também inclui o uso da Molhe Norte do Terminal 2 do Porto para o desenvolvimento do terminal. Espera-se que ele tenha a capacidade inicial suficiente para atender às demandas de fornecimento de gás natural das usinas.

A segunda fase é baseada na atração do gás doméstico proveniente dos campos produtores offshore, sobretudo do pré-sal, para o Porto do Açu. Há, ainda, a previsão contratual da construção de até outras 3 termelétricas, alinhadas com a capacidade de geração de energia licenciada pela GNA (6,4GW), o que também permite o desenvolvimento de mais projetos termelétricos no futuro, ou seja, há uma visão de longo prazo — extremamente benéfica para esse mercado, — que permeia a implantação.

Qual a importância de um projeto dessa magnitude?

A partir da iniciativa da GNA, a disponibilidade de gás natural liquefeito torna o Porto muito mais atrativo para indústrias que utilizam o gás como matéria-prima ou como fonte de energia. Isso atrai novos clientes para o setor, conectando os produtores aos consumidores de maneira direta. Consequentemente, surge a geração de mais empregos e desenvolvimento para a região.

Em uma perspectiva macroscópica, pode-se dizer que o maior projeto energético baseado em gás da América Latina aquecerá o mercado brasileiro de óleo e gás por completo, confirmando boa parte dos olhares otimistas sobre o futuro do segmento no país.

Quais oportunidades o projeto trará?

Segundo notícia publicada pelo jornal O Globo, a expectativa é que o investimento origine algo em torno de 3 mil empregos diretos nos primeiros anos. Em entrevista ao veículo, José Magela — diretor-presidente da Prumo Logística — disse que somente a construção da GNA II serão geradas 2.500 vagas de trabalho.

No total, estima-se a criação de 4,5 mil empregos diretos e 9 mil indiretos durante todo o projeto. Haverá, em paralelo, a capacitação da mão de obra local. Em suma, o projeto proporciona desenvolvimento econômico não só para o Norte Fluminense, mas também para todo o Brasil.

Vale ressaltar que todos esses projetos fazem parte do Açu Gás Hub, que está em desenvolvimento no Complexo Portuário do Açu. Seu objetivo é ser uma solução para o recebimento, processamento, consumo e transporte de gás natural, que permitirá o suprimento de gás GNL e eletricidade para o mercado nacional.

Como as empresas locais se beneficiarão do projeto?

As duas termelétricas trarão mais confiabilidade para a geração elétrica do país ao fornecer energia segura — que independe de condições climáticas — para o Sistema Interligado Nacional. Os 3 GW de energia são suficientes para atender a 16 milhões de residências, ou 5,5% da demanda total do Brasil.

Na prática, isso implica ganhos de produtividade para outros setores, além de estimular a economia local, se considerarmos a grande quantidade de oportunidades de emprego e os consequentes estímulos de consumo que isso traz.

Previsão de início e entrega das termelétricas

A térmica GNA I está prevista para entrar em operação em 2021 e a GNA II, em 2023. O terminal de GNL, por sua vez, está previsto para ser concluído até 2020. O início das obras deve acontecer em 2019.

O maior projeto energético baseado em gás da América Latina reúne uma série de características que não só impulsionarão o âmbito de O&G, mas também podem fortalecer a distribuição de energia em território nacional. A economia local do Norte Fluminense também será positivamente impactada por meio da geração de empregos em massa.

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