Aumentar a segurança no porto: investimento ou custo?

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A segurança no porto é um dos elementos estratégicos da gestão marítima. Dar a devida atenção tanto às mercadorias quanto às pessoas que compõem o entorno das áreas portuárias é fundamental para o sucesso de uma operação.

Os cuidados relacionados às questões climáticas, que podem afetar o desempenho e o bem-estar de todos os envolvidos, é outro fator decisivo na hora de investir em segurança.

Para entender mais sobre segurança no porto e saber se o investimento realmente é necessário ou se trata apenas de um custo a mais, conversamos com um especialista no assunto, o gerente de SMS do Tecon Rio Grande, Cleiton Lages.

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Por que aumentar a segurança no porto?

O investimento em segurança no porto é essencial por uma série de fatores, que podem chegar até à preservação da vida, passando por cuidados para evitar também as perdas materiais e uma preparação adequada em função dos riscos oferecidos por intempéries. Acompanhe em detalhes as razões para aumentar a segurança em áreas portuárias a seguir.

 Evitar prejuízos

Treinamentos dos profissionais envolvidos e manutenção constante dos equipamentos são essenciais para garantir que os prejuízos às cargas transportadas no ambiente portuário serão minimizados. O investimento em comportamento seguro e também em estruturas que reduzam os riscos do trabalho de todos permite que acidentes sejam evitados. Assim, além de prevenir perdas materiais, a imagem das empresas envolvidas também é preservada.

Naturalmente, os itens são protegidos por seguros de cargas internacionais. Ainda assim, estar atento para evitar perdas e produtos danificados é essencial para que não ocorram atrasos nas entregas e outros prejuízos difíceis de serem calculados financeiramente.

Preservar vidas

Quando se fala em segurança no porto, no entanto, está se falando de mais do que cuidado com mercadorias e outros bens materiais. Embora evitar perdas e roubos seja, sim importante, há motivadores ainda mais primordiais como preservar as vidas. 

Dar toda a atenção devida a esse assunto é equivalente a ser cuidadoso com as pessoas que atuam na área portuária e nas comunidades vizinhas. “Os custos sociais de não investir em segurança são muito altos”, avalia Lages.

Entre as vidas que fazem parte do dia a dia de um porto estão as de profissionais diversos e as dos demais indivíduos que circulam na região, que incluem:

●        trabalhadores diretos e terceirizados;

●        transportadores;

●        prestadores de serviços;

●        agentes públicos;

●        usuários do sistema portuário;

●        clientes;

●        estudantes;

●        moradores das comunidades no entorno.

Proteger pessoas e cargas de desastres naturais

Outra razão para investir em segurança no porto é minimizar riscos e prejuízos causados por fatores externos de ordem natural, tais como vento, maré, chuva e outras condições meteorológicas adversas.

No caso de maré alta, os portos que não contam com um calado com grande profundidade precisam estar atentos para garantir que as embarcações terão plenas condições de segurança para atracar e desatracar. Para dias de vendaval e chuva intensa, a programação de pausas nas atividades — com protocolos e uma comunicação clara — deve ser planejada.

Quais os riscos de não ter uma boa segurança?

A atividade portuária é bastante complexa por uma série de fatores, que vão do tamanho dos equipamentos até a necessidade de manter alta produtividade, passando pelo número de pessoas envolvidas (na atividade e no entorno) e pela variedade de produtos que transitam nos portos.

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Os riscos são consideravelmente variados, com forte potencial para gerar elevado número de doenças ocupacionais, invalidez e, inclusive, óbitos. Até mesmo o tipo de produto transportado, como os químicos, podem ser um fator que eleva o risco, por conta das consequências que acidentes que os envolvam podem ocasionar. Por isso, ter equipes altamente capacitadas é essencial.

As áreas portuárias têm como principais riscos os seguintes:

●        esmagamentos;

●        atropelamentos;

●        explosões;

●        quedas;

●        choques elétricos;

●        envenenamentos;

●        asfixias;

●        afogamentos.

Além de todas essas questões focadas na preservação da integridade física das pessoas envolvidas com os processos portuários, há que se levar em conta também eventuais prejuízos que podem ser gerados às empresas que utilizam os serviços de transporte marítimo. Roubos, extravios, pouco controle da carga, facilidade de fraude e outros crimes podem ocorrer nessas condições.

Embora não sejam tão comuns, situações como ferimentos causados por tentativas de roubo de cargas também podem ocorrer. Nesse cuidado, os portos contam com o ISPS Code que trata das questões relacionadas a terrorismo e tráfico internacional dotando os portos de sistemas de segurança que monitoram cargas e pessoas o tempo todo dentro de toda a área portuária reforçando as barreiras que contribuem na redução das possibilidades de práticas ilícitas

Além disso, a Polícia Federal e outras instituições desenvolvem ações de combate e controle sobre esse tipo de atividade criminosa nos principais portos brasileiros

“A relação de riscos é enorme e, por isso, o investimento em segurança se faz necessário”, explica o gerente. “Os portos também têm potencial para gerar grandes acidentes ambientais e que podem ser prevenidos com investimentos em segurança”, complementa.

Os riscos e a segurança para o durante e pós-pandemia

Outra questão relacionada à segurança e saúde de todos os envolvidos nas atividades portuárias foi o novo coronavírus. Decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em março de 2020, a pandemia demandou que adaptações fossem feitas de forma muito rápida.

“Os sistemas de gestão foram adaptados, barreiras e controles foram criados ou ajustados para contemplar de forma mais abrangente o risco biológico — até então específico de alguns cargos e agora abrangendo a todos”, detalha Lages.

Além disso, para evitar a disseminação do vírus, muitos profissionais passaram a trabalhar remotamente, o que gerou cuidados para que as atividades desenvolvidas em casa tivessem plenas condições no que diz respeito à ergonomia e saúde mental dos colaboradores.

Como a Wilson Sons pode ajudar com a segurança?

A Wilson Sons tem nada menos que 18 filiais nos principais portos do Brasil, o que faz da empresa uma das grandes agências marítimas que atuam de forma independente em território nacional. O objetivo é auxiliar os clientes dentro da estrutura complexa apresentada pelos mercados de navegação.

Simplificar processos e trabalhar em parceria com as empresas de diferentes portes e segmentos de atuação, inclusive no intuito de melhorar a segurança no porto, é uma das missões da Wilson Sons. Para isso, conta com uma equipe altamente qualificada, com experiência e especialização em diferentes navios e tipos de mercadorias, incluindo o atendimento ao segmento de produção de óleo e gás. Já são quase dois séculos de presença na costa do Brasil.

Ao longo do artigo, procuramos abordar um assunto de fundamental importância: a segurança no porto. Com os devidos investimentos, a tendência é que os riscos sejam minimizados e, assim, prejuízos materiais possam ser evitados e vidas preservadas. 

A Wilson Sons oferece ainda muitos conteúdos sobre os portos nacionais? Conheça os 10 maiores complexos portuários brasileiros!

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